Tragédia anunciada no pórtico de Estância Velha

(Crédito: BM/Divulgação)

Estância Velha – O acidente que resultou na morte de um motociclista na manhã de ontem no pórtico de entrada do município reabriu uma discussão acerca do trecho da ERS 2239. O local, palco de inúmeros acidentes, é mal sinalizado e, aliado a imprudência, já viu diversas colisões e atropelamentos.

O acidente aconteceu por volta das 7h. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o motorista de Fiat Argo com placas de Taquara cortou a frente de uma motocicleta de Ivoti que vinha no sentido Campo Bom/Estância Velha. Com a batida, o motociclista, Martinho Joel Schmitt, 38 anos, caiu e morreu no local.

Natural de Lindolfo Collor, Martinho cumpria pena no Presídio Semi-Aberto de Charqueadas. Segundo informações da Brigada Militar, ele vinha diariamente para Estância Velha onde trabalhava em um curtume no bairro das Rosas. Segundo a BM, ele saía as 5h da cidade e vinha pela BR 116.

Sem sinalização

De acordo com as autoridades, a placa de Pare que ficava na alça de acesso da BR 116 foi danificada em um acidente e, desde outubro, vem sendo solicitada a EGR. A engenheira da empresa, Camila Kohler, afirma que a placa será instalada na próxima semana. “Tivemos um erro de comunicação e a placa foi colocada em outro lugar”, afirma.

De acordo com a Brigada Militar. A sinalização precária e a falta de respeito dos motoristas têm resultado nos acidentes. O Sargento Sadí Lemos de Sá comenta que foram entre 8 e 10 acidentes com lesão em 2018, no ponto. “Fora os que tiveram apenas danos materiais, que eu nem tenho os dados de todos”, explica.