Polêmica na Câmara: vereadores de Estância Velha discutem na tribuna

Estância Velha – Uma nova polêmica na Câmara de vereadores aconteceu por conta de uma fala do vereador Carlos Bonne (PDT). Oposição ao governo Ivete Grade (MDB), o parlamentar usou o espaço da tribuna para criticar a administração. Em sua explanação, ele falou da demora na conclusão da obra do posto do Lago Azul. Segundo ele, as críticas foram diretamente para os secretários de Administração e Saúde da cidade.

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Em sua fala, ele afirmou ouvir diversas falácias dos titulares. “Gente mentirosa, que vem aqui e engana a gente e sai na maior cara dura achando que está tudo certo. Cambada de sem vergonha”. Bonne acabou recebendo uma advertência do presidente da Câmara, Valdeci de Vargas (Django – MDB) por conta das afirmações e foi pedido que ele não faltasse com respeito.

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Na sequência, o vereador João de Godoy, o Dudu (MDB) e pai da Prefeita, respondeu as críticas. “É muito bom vir dar soco na mesa, ser oposição, faltar com respeito chamando de vagabundos e incompetentes. Vamos se respeitar, vereador”, afirmou o emedebista. Ele ainda comentou que o colega não fala nada durante as reuniões das quais participa e que deveria ter menos ódio no coração.

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A discussão continuou durante a fala do vereador Diego Francisco (PSDB), quando Bonne utilizou seu direito de resposta. “Inúmeras vezes, como oposição, apontei problemas e soluções, não subi aqui de mãos vazias. Não me exalto nas reuniões por que lá não tem necessidade, mas quando precisei, o fiz”. Após, Dudu afirmou que Bonne estaria fazendo “uma oposição burra”. A discussão foi encerrada Django, afirmando que os parlamentares deveriam discutir em outro momento.

Prefeita enviou ofício para a Bonne

A fala aconteceu durante uma sessão no final do mês de outubro. No dia 1º deste mês, Ivete enviou um ofício onde apontou as críticas feitas pelo parlamentar e as palavras utilizadas por Bonne em sua explanação. Segundo o documento, o comportamento poderia caracterizar quebra de decoro parlamentar e solicitou ainda que Django oriente os vereadores a ter respeito com os servidores.

Em entrevista, Bonne comentou que só teve conhecimento do documento na tarde de ontem, mas que, para ele, os três poderes são harmônicos e se completam, no entanto, são autônomos. Ele afirma que o Executivo não pode julgar suas atitudes e, tampouco, dizer o que o presidente da Câmara deve fazer dentro da Casa.