O governo publicou o edital para substituir os cubanos no programa Mais Médicos

Três médicos devem atuar em Ivoti até o dia 14 de dezembro (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (20) o edital com cerca de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas, abertas para substituir os médicos cubanos, são para profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro nos Conselhos Regionais de Medicina do Brasil.

A publicação do novo edital faz parte de uma medida emergencial do governo brasileiro após o anúncio da saída de Cuba do programa Mais Médicos, na semana passada. Na segunda-feira (19), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que o presidente Michel Temer determinou que os municípios brasileiros tenham o menor impacto possível com a saída dos médicos cubanos do programa.

As inscrições iniciam às 8h desta quarta-feira (21) e prosseguem até as 23h59min do dia 25 de novembro. Elas deverão ser feitas pelo site maismedicos.gov.br. Os médicos devem iniciar as atividades a partir de 3 de dezembro. As 8.517 vagas estão distribuídas por 2.824 municípios e 34 distritos indígenas. O salário é de R$ 11.800.

O sistema de seleção vai informar o número de vagas por município. “Se você tem cinco vagas, os cinco primeiros ocuparão essas vagas e não ficará mais disponível a vaga para o seu município. Então, haverá, sim, o limitador da vaga existente e aí nós faremos isso, e o médico, na hora dele acessar, ele só vai poder acessar aonde tiver vaga ainda disponível”, disse o ministro da Saúde.

Formados no exterior

Na semana que vem, será publicado um novo edital com as vagas que não foram preenchidas, desta vez aberto também para médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior. Segundo Occhi, os cubanos que quiserem ficar no País poderão participar.

“Na semana que vem, na segunda-feira, publicaremos um segundo edital, em que esses mesmos médicos que não fizeram sua opção pelo município poderão continuar a fazer, agora em companhia de médicos brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros formados no exterior. Todos os médicos, inclusive os cubanos, que poderão optar por permanecer”, disse Occhi.

“Vamos tratar do Revalida para que médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior possam começar sua atividade mediante comprovação de capacidade por meio de outros documentos. Eles vão poder iniciar as atividades mesmo sem ter o CRM e o Revalida. E, junto com o MEC, queremos oferecer certificação a esses médicos”, disse o ministro.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou Occhi.

Fonte: OSul