Região – Em uma eleição marcada pela renovação, nomes tradicionais da região foram pegos de surpresa e não terão mandatos nos próximos quatro anos. Como Tarcísio Zimmermann (PT) e Renato Molling (PP).

Tarcísio conta que o principal entrave para que não fosse ao seu segundo mandato como deputado estadual foi uma onda conservadora que tomou conta do país. “Nenhum representante do partido foi reeleito na região metropolitana. Isso se deve muito ao antipetismo e a movimentos de cunho fascistas que está surgindo no Brasil”, aponta Zimmermann. Ainda completa. “Eu e o PT respeitamos o posicionamento da população, e vamos continuar a dialogar com a comunidade com ou sem mandato”, completa.

Questionado sobre o que fará ao término de seu mandato como deputado estadual, Zimmermann conta que ainda é cedo para falar sobre. “Ainda não decidi nada sobre o futuro. Minha única certeza é que de continuarei lutando pela educação política do  povo e pela reconstrução do PT”, finaliza o deputado.

Outro nome importante que não alcançou a reeleição foi o atual deputado federal pelo PP, Renato Molling. Para ele dois pontos foram fundamentais para que não conseguisse se reeleger: a necessidade de renovação por parte do povo e a disputa direta por votos com Marcel Van Hatten, ambos são da mesma região.

“Até pouco tempo, éramos inclusive do mesmo partido. A questão de renovar pegou muito forte, ele é fenômeno de votos. Houve um embate direto entre nós pela disputa de votos aqui no Vale do Sinos”, pontua Renato.

Depois de exercer três mandatos como deputado federal, Molling ainda comenta que é cedo para saber o que fará no futuro. “Uma coisa eu posso afirmar na vida pública ou na iniciativa privada, vou continuar trabalhando”, ressalta o até então parlamentar.