Bolsonaro anuncia que vai acabar com Ministério do Trabalho

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta quarta-feira (7) que o Ministério do Trabalho será incorporado a outra pasta. “O Ministério do Trabalho vai ser incorporado a algum ministério”, disse, sem detalhar qual pasta absorverá as atribuições atuais do Trabalho.

Segundo a reportagem, há alternativas em avaliação para que a condução dos temas ligados à área do emprego e renda ocorra de forma mais eficiente do que concentrada numa única pasta. Uma delas é associar a área a algum órgão ligado à Presidência da República.

Entre as alternativas em discussão, está fatiar as diferentes áreas, transferindo, por exemplo, a gestão da concessão de benefícios para órgãos ligados ao campo social e a gestão da política de trabalho e renda para o novo Ministério da Economia ou para um órgão dedicado às questões de produtividade, um dos temas considerados prioritários na equipe do futuro ministro Paulo Guedes.

Não haverá Ministério da Família, diz Bolsonaro

Bolsonaro também não confirmou o nome do senador Magno Malta (PR-ES), aliado que não conseguiu a reeleição, como um dos futuros ministros. Malta está cotado para assumir um ministério ligado à área social.

“Tenho falado até o  momento que para qualquer ministério vai ser uma pessoa adequada para desempenhar a função, não tem acomodação política nos ministérios”, disse Bolsonaro.

Perguntado sobre se o Malta iria para o Ministério da Família, Bolsonaro rejeitou o nome para a pasta. “Não deve existir ministério com esse nome”, disse.

Número de ministérios

O presidente eleito afirmou ainda que o número de ministério deve ficar em torno de 17. “Talvez 17, bom número o 17”, disse.

Mais cedo, porém, Bolsonaro afirmou que estuda manter o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União com o atual status, sem fundi-lo com o Ministério da Justiça.

Se isso ocorrer, a possibilidade é que o governo Bolsonaro seja formado por 18 pastas na Esplanada, e não mais entre 15 e 17, como ele tem cogitado. Atualmente, a Esplanada é composta por 29 ministérios.

“Pode aumentar [o número de ministérios para 18″. O que temos de ter são os ministérios, esses órgãos, funcionando, sem interferência política”, disse.