Alunos do EJA são obrigados a participar de sessão para pressionar vereadores a autorizar entrega de área de terra

Plenário lotou ontem, boa parte eram servidores contra um projeto que previa o aumento de 51% a um seleto grupo da Saúde (FOTO: CMEV)

Estância Velha – O projeto que prevê a entrega da área de terras histórica, no “coração” da cidade, não foi votado novamente. A proposta prevê a entrega do terreno na Av. Sete de Setembro ao grupo empresarial AR Moraes, do empresário Alfredo Moraes, do Calçados Veância, em troca de dois pavilhões industriais.

Desta vez, o vereador Carlos Albino, que é da base governista, pediu vistas e adiou a votação por mais uma semana.

Mas o que marcou a sessão de ontem foi a grande presença de pessoas. Boa parte era de servidores públicos contra um projeto que previa o aumento de 51% a um seleto grupo da área da saúde. Mas foi a presença de um grupo de estudantes do EJA da Escola Otávio Rocha que chamou a atenção. É que eles foram “liberados” da aula para participar da sessão como uma forma de pressionar os vereadores a votar pela entrega da área.

“Eles nos usaram”, afirmou um estudante contatado pelo Diário e que pediu para não ter o nome divulgado. Ele afirma que a decisão de ir à sessão foi tomada no dia, ou seja, não era uma aula programada.

Ontem, o Diário revelou que uma funcionária pública, lotada na Secretaria de Educação, emitiu um ofício em que convocava os servidores e pais de alunos para pressionar os vereadores a aprovar o projeto. A nota datada em 5 de setembro, assinada por Fernanda Krause Caberlon – Diretora do Espaço Cultural, usa o logotipo da Prefeitura de Estância Velha e o timbre da administração.